quinta-feira, 26 de março de 2009

Imagens Reais de um Olho Torto


Algum lugar no Porto(Pelotas, 2007)

Show de Entrevero


Peça Gráfica criada para o evento de mesmo nome (2008)

Não me leva à mal...era Carnaval

Ao nosso velho Trago de guerra...

O TRAGO E A LUA

Madruguei,
provei desse sereno com limão
já tomei
com gelo e Gim a minha decisão
Grande lua,
companheira dessas horas de dilema
eu te dou um trago
se no embalo me afogares num "capeta"

Não adianta mais tentar me esquecer
se esconder nessa altura sem igual
já tomei minha Tequila de virada
pra te alcançar
antes do fim do carnaval

pra que tanto desperdicio de energia
esse monte de luzinha á piscar
uma dose de Abcinto com cereja
ilumina todo dia sem parar

Já fiquei atrapalhado com as palavras,
Dona Lua vem e diz a tradução
Rei Rou, Létis Gol quer dizer o quê?
será que aquele "Etílico"
não era de beber?

Rei Rou, Létis Gol
Rei Rou, Létis Gol
Rei Rou, Létis Gol
não sei se ele vem
só sei que eu vou

ô dona Lua
chamei o Rou
pra decer essa gelada com a gente
tu tá contente?! eu também tô
vem que eu vou, eu vou, eu vou

eu vou pra terapia
eu vou botar pra fora
caipira água-benta
de meia em meia hora

chama o Rou...

Rei Rou, Létis Gol
Rei Rou, Létis Gol
Rei Rou, Létis Gol
não sei se ele vem
só sei que eu vou

sábado, 21 de março de 2009

Era uma vez um Festival...

Acontecimento marcante da adolescência de todos que participaram, os Festivais de música do Aimone (ou Ginásio pros mais experientes) mexiam com os sonhos da gurizada durante todo o ano, tornando-se de certa forma, responsável pelo surgimento de muita gente boa no sempre pujante cenário musical de Arroio.
Ainda começava o ano letivo de 2001 quando anunciaram o Festival. Em seguidinha o meu "sobrinho" Adamo, e seu característico espírito de organização, me incumbiu de participar-mos do dito-cujo: ele como intérprete (embora ainda um dedicado aluno do mestre Sidney), eu como compositor (embora meus parcos dotes musicais). Convidamos o Cassiano, talentoso e musicalmente mais experiente, pra completar nossa parceria cancioneira, mergulhando á partir de então em versos, melodias, harmonias, compassos e o diabo á quatro. Aguns meses e muitas idas e vindas depois, estavamos todos lá - era 3 de novembro de 2001, uma noite de primavera no Clube do Comércio. A primeira vez de muitos de nós.

Anjos ou Demônios: A verdade não tem Dono!O dia do Juízo Final!
de Ádamo, Cassiano & Matheus

Doce Menina
ali parada na esquina
esperando o tempo passar
não vê que já passou das dez
é hora de ir para casa
é hora de rezar

ela não entende
se surpreende com aquilo que vê
pensa que esta indo para o céu
pro paraízo, pro caminho da luz
carregada por anjos divinais
mas a pobre não sabia
que anjos tinham chifres
e fediam demais
algo de errado havia
não queria acreditar
duas portas duas escadas
desciam sem parar

Deus não teria apostado
que o homem viveria em paz
o Demônio desgraçado
ganhou a aposta e algo mais

"para baixo eu não vou
o Céu é para todos
Anjos ou Demônios
a verdade não tem dono...

quem virá
me levar
se eu tiver
precisar
eu vou só
eu vou só
eu vou só
eu tenho asas pra quê?"

Dedicada ao sobrinho Ádamo, saudosista e parceria de sempre.
Valeu gordito!
Abração do Tio!!!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Imagens reais de um olho torto

Necessidade ou Escravidão? (Pelotas, 2007)

O Brado retumbante do povo do Brasil

Vamos todos aprender
o hino nacional
vamos todos entoar
todas as nossas diferenças
se somos todos um
pra que tantas injustiças?
o nosso berço é tão grande
gigante, impávido e colosso

Somos verdes ou amarelos?
vivemos em redes ou em castelos?
sonhamos acordados ou gritamos enjaulados?
gememos por prazer ou berramos por querer?
chega de tantas lágrimas
vamos nos orgulhar da nossa gente
dos mendigos e descamizados
dos amigos, dos empregados
de todos que trabalham sem parar
da nossa vida
da nossa vida, insana!
da nossa vida
da nossa vida, insana!

Com os pés descalsos caminhamos
em frente, não somos tão estranhos
contente a gente não se sente
diferente de muitos que aqui passam
(todos juntos)
deixemos nossas casas entre-abertas
a todos que delas quiserem se servir
olhe ao alto, cante firme
"de um povo heróico o brado retumbante"
surgil em terra firme nosso semblante
cantemos com orgulho
somos o povo do Brasil...

Tributo a Zor...

Folder p/ Sarau "Tributo a Zor" (2008)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Bombas de Hidrogênio

Já perpetuada foi a cura
na insanidade da loucura
que culpa tem o vento
soprando seu alento
marcando a fissura
das bombas de hidrogênio

Do velho oxigenio
pro seu melhor governo
não há castigo sem culpa

Apalpa as vergonhas
liquida com os medos
espalha os segredos
das bombas de hidrogênio

Só penso no futuro
tão denso é esse escuro
na gente tem um furo
o melhor é o esquecimento

Esconde esses planos
e os panos que te escondem
foi tudo decidido
silêncio nos abrigos
foram as bombas de hidrogênio

Imagens reais de um olho torto

O Grande Hotel (Pelotas, 2007)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Enquanto existo
ainda insisto
em me copiar


Me copio
me reinvento
me reconheço
quase me devoro
a minha sanha
a minha sina
a minha estima
quase me absorvo
não tenho rosto
não tenho gosto
não sinto cheiro

Enquanto existo
ainda insisto
em me copiar


A minha senha
a minha manha
meus pesadelos
o meu corpo inteiro
os meus encalços
meus pés nunca descalços

eu me invento
eu me inverto
eu me recordo
eu me desperto

Enquanto existo
ainda insisto
em me copiar