segunda-feira, 25 de maio de 2009

Era uma vez um Festival... Capítulo Final

Pois é, a história não termina de forma tão melancólica, com uma quase apresentação. Pelo menos não pra mim. Por culpa do Cassiano, grande parceiro do concurso anterior, acabei tendo uma canção minha na disputa do Festival, muito bem defendida por ele e outros colegas (nem vou citar os nomes pra não esquecer de ninguém). Na verdade, essa era uma das opções que tinhamos pra ser a nossa música, mas acabou descartada por não ter o, digamos, "estilo" que os guris queriam. Mas, enfim, a era dos Festivais chegava ao fim com uma parceria que ainda renderia um outro caldo ainda mais...esquisito. Mas esse eu conto outra hora. O interessante em tudo isso, é que o tempo vai passando, as lembranças vão ficando mais gastas, mas sempre estão lá, presentes, firmes, como que dizendo: hei, eu aconteci mesmo, tô aqui! Fiz questão de contar toda essa história pois esses eventos são pontos de partida de uma série outros momentos muito importantes pra esse escrevente aqui. Foi por e para esses Festivais que comecei a escrever, a buscar leituras legais, a curtir poesia, a expressar o que eu sentia e o que eu pensava em letrinhas. Este blog surgiu dai, muitas coisas que estão aqui são desse período. Sem contar das amizades pra vida toda que começaram, um amor infinito que surgiu, e que por um longo tempo me acompanhou, alimentou e ainda alimenta muitos dos versos daqui - até virar saudade e mais uma grande amizade.
Tudo isso nesse tempo, e tudo isso ao mesmo tempo!
Bons momentos! Guardo com carinho cada pedacinho de lá: dos meus anos incríveis!
"All i need is my buddies
(try with a little help from my friends)"

A canção do labirinto
Matheus & Cassiano
Festival Aimone 2002

Pelas montanhas
tão solitárias
eu atravessei...
pelas encostas
dos labirintos
eu pude encontrar...
minhas respostas
dos meus dilemas
somos como o espelho do mar
refletindo a vida
retratando o ser
sobrevivendo
e tentando esquecer
de que tudo o que passou
era o que eu tinha pra deixar
longe é o meu caminho
sozinho
não me importa onde vai dar

quero a voz das estrelas
me dizendo o que fazer agora
quero acabar com a fome
que se alimenta do nosso sofrer
mais uma vez eu imploro
não me abandones não me faça querer
acabar o que resta
de tudo ainda por viver

Desde sempre viria a saber
mas custava a acreditar
qual é o caminho
que me faz perceber
qual é a virtude
que preciso pra voltar
de tempos em tempos
a vingança é a lei
procuro o silêncio escutar
segue frio
eu parti
se parti
não vou voltar
descansei
me perdi
só queria
enxergar...

quanto tempo
quantas horas
meu tormento
sossegou
passo à frente
da tristeza
e vejo que tudo acabou
aqui...

Era uma vez um Festival... parte II

Depois de um começo relativamente bem-sucedido no meio musical (chegamos a ter nossa música como a segunda mais votada pelo júri popular!!!!), o Ensino Médio chegava ao seu derradeiro capítulo e nada melhor que uma reprise dos intensos meses dedicados a produzir música do ano anterior, para encerrar-mos esse ciclo de descobertas, parcerias e conhecimento.
Começamos a "trabalhar" pro Festival ainda no começo do ano, e sonhando alto. Queriamos fazer algo com relativa qualidade, trocando o voz-violão por baixo-guitarra-bateria:  uma autêntica Rockband (com direito a guitarras solo e base).
Dividindo as tarefas, fiquei eu novamente encarregado das letras, o sobrinho Ádamo - nosso capitão e grande mobilizador da gurizada - habilmente formava nossa segunda parceria cancioneira, que tinha o Willer na guitarra (um músico espetacular, pra ser justo), o Maurício no baixo e o Hélio nas baquetas, além do próprio Ádamo na guitarra base. Faltava-nos os vocais, e, por absoluta falta de opções, acabei ficando eu mesmo com a bucha (mas por sorte dos ouvintes não cheguei a passar essa vergonha).
Por uma série de imprevistos mesmo com a música pronta não nos apresentamos. Nosso Festival foi intensamente vivido por quase seis meses de ensaios, reuniões, tentativas, idas e vindas... mas ficou apenas o registro e a lembrança do dia em que a gente quase foi uma banda.

Entre a Cruz e a espada
de Ádamo, Willer e Matheus
Festival Aimone em Canto 2002

Tudo começou quando eu a vi
tirou o sentido
no abismo cai
e gritava assim
sussurrando pra mim
"eu sou o que eras
o principio e o fim
guarda o que tens
pega tua coroa
teus tesouros
e vem
vem e vê
não é direito não
todos os teus feitos
não valem mais
vem e vê
não tens mais tempo então
corre pra longe daqui
As tuas leis forjando reis
e condenando os que lutam sem ninguém
tua riqueza é a maldição
só tens a glória
e a ilusão
de que tudo é teu
mas o mundo sou eu
e de mim
só tens traição

Entre a cruz e a espada
te coroaram senhor
teus castelos já ruiram
não tenhas medo
nem amor"

Sou um rei sem coroa
o meu ouro acabou
eu perdi, não tive escolha
foi tudo o que sobrou

Entre a cruz e a espada
há uma certeza de ter
pra sempre um caminho
que me leve
pra longe, longe
longe da dor...

Se a cruz é meu destino
a espada é um caminho
pra viver.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Tempo

Sem muito tempo...
falta tempo
enquanto penso
ainda há tempo
pra lembrar
que já faz tanto tempo
que esse tempo
não para de faltar

Cuba Libre saindo do forno


2009