segunda-feira, 9 de maio de 2011

Hotel Viva A Vida

sobrevive do que tem em volta
do que sobrou de mim
num amor mal acabado
num aperto de canto sem ninguém ao lado

sorri sem dizer palavra
sorrir as vezes soa como sim.
simples pra seguir em frente
diante de mim a porta fecha, mas a rua é larga

soprou um vento que não empurra, só abraça
o dia que segue calmo
e a noite vem escura
chuveu solidão por todos os bancos da praça


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Ganhei de presente o privilégio de postar as primeiras linhas de uma das pessoas mais talentosas que conheço: Marcela, pra nós; Marcela Mescalina, pro mundo. Aqui, sempre que a autora permitir, será um breve repouso de, esperamos nós leitores, muitos outros versos que fatalmente ganharão vida naquele vozeirão da dita cuja. Contudo, reforço o breve, pois ainda tenho fé que chegará o dia em que a autora seja benevolente com seus fãns e crie um blog próprio só com material dela. E de preferência ainda nessa vida, vá que na próxima não exista internet!

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