sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Centézimo Segredo

Tem um caminhão de segredos escondidos nesses versos todos.
Pra descobrir é só não olhar o que eles dizem, mas o que querem dizer!
Tem chegadas, tem partidas, começos, meios e recomeços.
Tem esperança, desilusão, vontades, saudades...
Tem uma tentativa meio maluca de confortar, de ajudar, de mudar rumos.
Tentar criar caminhos, fazer pensar um pouquinho.
Tem lembranças legais, histórias e estórias.
Tem o que eu vejo, o que eu sinto e o que eu tento entender.
Os dias bons e os nem tanto, os entediantes e os apaixonantes.
E é sempre uma exposição meio brutal, as vísceras à mostra.
Isso aqui é um estribuchamento emocional, isso sim.
E sempre bate aquela coisa: vale? valeu? vai valer?
Se em algum verso, alguma vírgula que seja,
consegui tirar qualquer reação - entre uma gargalhada e um choro compulsivo -
de quem leu, então valeu, valeu mesmo!
Por vezes, esse Pedaço é a única voz que chega em quem não quer ouvir.
Ou não pode, ou sei lá, é surdo (brincadeira).
Então vai valer, concerteza que vai.
O dia que deixar de valer, fecha-se o boteco.
Mas os segredos ficam, e ai estão, atráz de cada linha.


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