sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A Luz do Andaluz (Segredos da Lua Constante)

Vagueia na sombra segura
na garupa traz alguns pedidos
e permeia por entre os entornos
dos lugarejos mais escondidos

Os seres da noite
na lua constante
assuntam segredos
que assustam os vagantes


Na costa do arroio vazio
encaranga de frio e de medo
na cruzada do olho de fogo
espantando demônios madrugueiros

Nas mãos o sinal da cruz
evocando o Andaluz aporreado
que dizem conceder desejos
a todo campeiro que lhe faz encilhado

Os seres da noite
na lua constante
assuntam segredos
que assustam os vagantes


Pede a liberdade de um sonhar
e um amor pra apaziguar o coração
pede pra saudade se encurtar
e qualquer luz pra se guiar na escuridão

 
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Sexta-Feira 13, Lua Cheia!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Quando tudo passar

Posso nem ter
a melhor pontaria
nem todas as armas
que precisaria

Mas no fim da guerra
quem permanece sou eu

O corpo cambaleante
abalado das baladas
sobrevive
pra cuidar do teu

Posso nem ser
a melhor alternativa
mas em todos os dias
quem permanece sou eu

Talvez não consiga
alcançar tão longe
mas quando tudo se esconde
eu permaneço aqui

Quando tudo passar
- pode acreditar -
sou sempre eu
quem vai ficar
pra cuidar de ti